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“Somos filhos da floresta, estamos lutando. E você vai fazer o quê? ”
“Somos filhos da floresta, estamos lutando. E você vai fazer o quê? ”

Sessenta jovens ribeirinhos de 14 a 23 anos, líderes de suas comunidades no Amazonas e moradores de oito unidades de conservação, como as Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDSs) Rio Negro, do Purus e de Mamirauá, lançaram um manifesto que ficou popularmente conhecido como “Somos Filhos da Floresta”. A ação traz um alerta sobre o crescente desmatamento na floresta amazônica e o avanço da destruição da fauna e flora.

 

Esses jovens buscam no empoderamento comunitário uma forma de alertar os próprios moradores a cuidarem do local onde moram. Segundo a estudante de gestão pública, Odenilze Ramos, da RDS Rio Negro e uma das líderes do movimento, os jovens se reuniram para formar uma rede pela preservação da floresta amazônica, a principal bandeira do grupo. Assim como Odenilze, o grupo dos 60 jovens é formado por indígenas, ribeirinhos, caboclos, negros e mulatos, que trabalham o empoderamento comunitário. Todos estão à frente de movimentos em seus próprios municípios, onde os problemas enfrentados são diversos.

 

O Manifesto Juventudes Ribeirinhas ou Somos Filhos da Floresta, como é mais conhecido, foi criado em novembro de 2018, durante um encontro em Manaus promovido pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Os jovens fizeram um vídeo sobre o Manifesto para alcançar o maior número de pessoas, onde reuniram suas ideias e problemáticas na defesa da floresta. Gravado no Parque do Mindu, em Manaus, durante o encontro, o vídeo teve a participação de treze jovens, todos amadores e líderes em suas comunidades.

 

O principal mote do grupo é: “Somos filhos da floresta. A Amazônia não é sua, a Amazônia não é nossa, a Amazônia é de todos nós. Somos filhos da floresta, estamos lutando. E você, vai fazer o quê? ”. O Manifesto em forma de vídeo, que também foi feito em texto, quer chamar atenção da sociedade para a preservação. “Desde o início, a gente quis fazer a nossa parte como morador de unidade de conservação, de que forma podemos viver, que alternativas temos de economia. Mas, e quem está fora, na cidade, está se preocupando? ”, questiona Odenilze.

 

Na avaliação da estudante e líder comunitária, as cidades negam a floresta e esquecem que a Amazônia tem impacto no mundo inteiro. “Vivemos uma crise global ambiental e vemos muitos movimentos no mundo, mas não vemos no Brasil. Se a gente conseguir chamar a atenção da sociedade para cuidar da Amazônia, podemos criar uma rede mais forte”, defende Odenilze. Hoje, o contato dos manifestantes é via WhatsApp e Facebook, as principais ferramentas de comunicação. São nessas plataformas que o grupo une jovens, conta as problemáticas das comunidades, troca experiência e sugere alternativas para manter a floresta de pé. O grupo, que tem uma página no Facebook chamada de Somos Filhos da Floresta, busca agora parceria e apoio para difundir as ideias da comunidade e a luta contra o desmatamento da floresta amazônica.

 

Para conhecer mais sobre essa iniciativa e dados oficiais sobre o crescente desmatamento da Amazônia, clique aqui.

 

Fonte: Com informações do portal Marcos Santos