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Dia da mulher, um dia de luta!
Dia da mulher, um dia de luta!

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, que se celebra neste dia 8 de março, o Papa Francisco, durante o encontro com a Delegação do Comitê Judaico Americano, nesta sexta-feira, no Vaticano, falou sobre a contribuição insubstituível da mulher para a construção de um mundo que seja a casa de todos. “A paz é mulher”, disse o Papa: “nasce e renasce da ternura das mães. O sonho da paz se realiza com o olhar à mulher. A mulher tem origem no coração e nos sonhos. Ela leva ao mundo o sonho do amor”.

 

Porém, a data não é só de celebração, pois, existem pelo Brasil mulheres que sofrem com a pobreza, a miséria e com as guerras. Assim, é preciso que se criem relações que superem a discriminação, a violência e o feminicídio. De acordo com os dados levantados pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal, o Brasil teve uma ligeira redução no número de mulheres assassinadas em 2018. Mas, ainda assim, os registros de feminicídio cresceram em um ano.

 

São 4.254 homicídios dolosos de mulheres, uma redução de 6,7% em relação a 2017, quando foram registrados 4.558 assassinatos; porém, o número de registros de feminicídio, ou seja, de casos em que mulheres foram mortas em crimes de ódio motivados pela condição de gênero, aumentou. Foram 1.135 no ano passado, ante 1.047 em 2017.

 

 

 

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio, sendo os casos mais comuns desse tipo de assassinato a separação do casal.

 

No dia da Mulher, deve-se lembrar das mães e mulheres que sofrem e, mesmo assim, têm a ousadia de criar relações que superem a discriminação, a violência e o feminicídio. É tempo de se despertar para a grandeza e a dignidade própria da mulher; assim, "Pensar com equidade, construir de forma inteligente e inovar em nome da mudança" é o tema proposto pela ONU para a celebração anual deste dia, e o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), envolvido desde o início na educação das mulheres, promove e educa para estabelecer relações de reciprocidade entre homem e mulher, reconhecendo a igual dignidade de ambos.

 

Competitividade excessiva e a exaltação da eficiência criam uma cultura de desperdício que marginaliza minorias e povos inteiros, aumentando a discriminação entre mulheres e homens e entre grupos sociais. O Instituto, as comunidades educativas, tem o cuidado de identificar a discriminação entre homens e mulheres e reconhecer os obstáculos que essas diferenças representam para o desenvolvimento.

 

A celebração de hoje é um convite às FMA e aos leigos, para renovar a escolha pela educação integral da jovem que se realiza promovendo sua autoconsciência feminina e fortalecendo a capacidade progressiva de todas as mulheres serem promotoras da mudança. Frida Giannini, designer de moda italiana, diz: "Se damos às meninas e mulheres a chance de mudar suas vidas, elas podem mudar o mundo". Ser mulheres consagradas que promovem o empoderamento de outras mulheres é um desafio a ser aberto à cultura do encontro e do diálogo, vivenciados na humanidade. 

 

Fonte: RSB-Comunicação, com informações do G1Vatican NewsCNBB